terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Constelação (Boreau)
Não é que eu acredite em destino, mas me parece meio enviesado que eu tenha atrevessado três continentes pra descobrir que tudo pode ser tão simples, e simples é bom. Me parece meio maluquice que eu tenha atravessado três continentes para te encontrar, assim, nesse finzinho de mundo, onde só tem neve e petróleo, onde tudo é preto e branco, e existam uns quatro continentes, quatro hemisférios entre nós e quanta gente, quantas pessoas passaram pela minha vida. Pessoas fenomenais, pessoas interessantes, pessoas cheias de histórias, cheias de vida, cheias de faíscas, mas foi em você que eu encontrei alguém que me quer pelo que eu sou; exatamente pelo que eu sou. E eu sei que você sabe que eu não preciso de você; não preciso. E você não precisa de mim. Mas eu te quero, te quero exatamente pelo que você é e é assim que a coisa toda fica mágica, porque não é que eu acredite em destino, mas nós dois que já estivemos em tantos outros lugares do mundo nesse exato momento estamos aqui e parece que tudo foi escrito para eu te encontrar, aqui, agora e querer você e você me querer de volta. Simples assim.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Com sua licença poética, seu Vinícius...
Vem me buscar em casa com um chrysler, me leva para um pub, pra gente tomar uma vodka cranberry a aí quando tiver tocando Aerosmith na jukebox eu tomo logo uns três goles e quando já estou meio tipsy você me leva pra casa como um bom cavalheiro sem beijo na bochecha sem nada pra na noite seguinte me levar num drive-in e a gente assiste Gone With The Wind fumando um bom malrboro e tomando uma cherry coke, e quando Scarlett O'Hara estiver esganiçando que nunca passará fome de novo, você me dá um french kiss e diz que está tarde e precisamos ir. Só lá pelo terceiro date seus dedos alcançam a braguilha dos meus jeans e você fica todo envergonhado quando eu murmuro qualquer coisa na minha língua-mãe, mas me sussurra que eu posso continuar, que é bom. Acordamos e você me faz waffles e scrambled eggs, bebo dois copos de sunny D e te levo pra cama de novo, que uma coisa que eu sei vindo de onde venho é que o dia lá fora às vezes pode esperar.
Universo Paralelo
Então me deixa despejar todas as minhas histórias no seu colo, deixa que eu conto minha vida inteira em uma noite só, porque que diferença faz, fica sabendo dos meus segredos, das minhas fraquezas, dos meus desejos e eu não vou esconder mais nada, nem fingir mais nada, porque que diferença faz, que diferença faz se eu sei que esses dias estão contados e quando eu me for não vai restar nada, nada vai importar, então que diferença faz.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Ponto de Virada
Mudar é muito difícil e eu sei. Mas não dá mais pra fugir, não quando eu vi tanto, ouvi tanto, vivi tanto.
É agora que eu preciso me permitir ser outra pessoa.
Outra Ana.
É agora que eu preciso me permitir ser outra pessoa.
Outra Ana.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Piegas, porém sincero. Ou: Sincero, porém piegas.
Eu preciso dizer que sou grata. Não grata da maneira cristã, da maneira boa-moça-amo-todo-mundo, não é nada disso. Eu sou grata de verdade. Sou grata porque sei que tive muita sorte. Sorte de ter meios, caminhos, pessoas que me deram coragem de ser quem eu sou, fazer o que eu queria, mesmo que não fosse fácil, mesmo que não fosse óbvio.
Sou grata por ter ouvido e enxergado que haviam caminhos, mesmo quando estava perdida nos meus dramalhões adolescentes, sou grata porque tive a chance de realizar meus sonhos, sou grata por ter do meu lado pessoas que (eu não vou dizer me aturam, nem que são sensacionais, porque isso não é o suficiente para descrever) me inspiram e que me orgulham o tempo todo e eu me sinto absolutamente honrada por ter o amor de cada uma delas. Eu sou grata porque gosto de ser assim, do jeito que eu sou e que seja pretensão, mas ninguém deveria ter vergonha do que é e eu sou grata por já ter tido essa vergonha, sou grata por ter sido peixe fora d'água por tanto tempo, sou grata por ter conhecido na minha vida todos os tipos de pessoa - as boas e as ruins e sou grata por ter tentado me virar com todas elas, às vezes histérica, às vezes patética, mas eu juro que sou grata por cada momento, os bons e os ruins e os auges também. E acima de tudo eu sou grata porque eu tenho nas pontas dos dedos a ferramenta para expressar minha gratidão, meu ódio, minha vergonha, minha tristeza, minha solidão, meu tesão, seja que raios for e é quando eu escrevo sobre a minha vida que ela passa a fazer sentido.
Sou grata por ter ouvido e enxergado que haviam caminhos, mesmo quando estava perdida nos meus dramalhões adolescentes, sou grata porque tive a chance de realizar meus sonhos, sou grata por ter do meu lado pessoas que (eu não vou dizer me aturam, nem que são sensacionais, porque isso não é o suficiente para descrever) me inspiram e que me orgulham o tempo todo e eu me sinto absolutamente honrada por ter o amor de cada uma delas. Eu sou grata porque gosto de ser assim, do jeito que eu sou e que seja pretensão, mas ninguém deveria ter vergonha do que é e eu sou grata por já ter tido essa vergonha, sou grata por ter sido peixe fora d'água por tanto tempo, sou grata por ter conhecido na minha vida todos os tipos de pessoa - as boas e as ruins e sou grata por ter tentado me virar com todas elas, às vezes histérica, às vezes patética, mas eu juro que sou grata por cada momento, os bons e os ruins e os auges também. E acima de tudo eu sou grata porque eu tenho nas pontas dos dedos a ferramenta para expressar minha gratidão, meu ódio, minha vergonha, minha tristeza, minha solidão, meu tesão, seja que raios for e é quando eu escrevo sobre a minha vida que ela passa a fazer sentido.
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