Solidão. O silêncio das estrelas, a ilusão.
Quando a mente pára, fica estática e só dá pra escutar o estalido insistente do sangue correndo. Biologia implacável. Maldito arranjo de átomos que me fez saber que eu sou. Quando foi que eles cansaram de fazer tanta bagunça na minha cabeça? O silêncio de chegar a um buraco negro da própria existência. É o mais alto dos ruídos. É insuportável.
(Não quero saber se está uma merda nunca disse que era uma boa escritora)
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos.
Eu achei. Eu achei. Eu sempre achei.
Como um deus e amanheço mortal.
O que estilhaçou na alma, dói no estômago. Tão vil essa certeza mundana. Uma poesia que não interessa. Não arranha. Não incomoda o universo que segue no tempo-espaço.
E assim, repetindo os mesmo erros, dói em mim.
Achei que tinha chegado a algum lugar.
Ver que toda essa procura não tem fim.
Achei que tinha chegado aonde queria.
E o que é eu procuro afinal?
Mas não existe.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Achados e perdidos.
Lá está ela. Meu deus, como ela parece ser profunda. Como ela parece ter um mundo de certezas e um vômito de palavras pronto pra jorrar a qualquer instante. Como é sedutor o jeito que ela olha para o espelho d'água desejando ser engolida por ele. Ou talvez sair berrando, voando, qualquer coisa, tanta coisa, as possibilidades são infinitas.
Olha só como ela se dói inteira como se estivesse numa cena de um videoclipe ou um filme ou um romance feito para impressionar adolescentes. A vida é tão boa, mesmo quando existe melancolia e rejeição e todos esses amores mal-resolvidos (céus, como ela queria poder dizer em letras claras o que a aflige de verdade, mas isso é outra história). Ela sabe que veio, viu e venceu e tem certeza de que vai bem mais longe, porque (e ela tem tanta razão) tem muia coisa pra dizer, coisas que precisam ser ditas, coisas que vão ser ditas do jeito certo.
Fones nos ouvidos, mochila nas costas e um relógio de sol que vai marcando o tempo (implacável, como ela nem sonha) lentamente, e um céu tão imenso, uma roda da fortuna que não para de girar mais e mais e mais.
Ela quer ir embora porque acha que tem muito mais logo além. Ela acha que vai achar ainda mais tesouros depois do arco-íris. Ela quer fazer mais estragos com o incêndio que tem por dentro.
Mas ela não sabe. Ela não faz ideia.
Eu queria poder dizer. Queria poder avisar. Queria poder dizer para não se mover. Não dar mais um passo. Não vai embora. Não queira deixar para trás o que você já tem. Você só vai achar uma letargia de gosto amargo que desce rasgando o seu esôfago. Você só vai se perder.
E aí? E se nunca mais der pra achar?
Olha só como ela se dói inteira como se estivesse numa cena de um videoclipe ou um filme ou um romance feito para impressionar adolescentes. A vida é tão boa, mesmo quando existe melancolia e rejeição e todos esses amores mal-resolvidos (céus, como ela queria poder dizer em letras claras o que a aflige de verdade, mas isso é outra história). Ela sabe que veio, viu e venceu e tem certeza de que vai bem mais longe, porque (e ela tem tanta razão) tem muia coisa pra dizer, coisas que precisam ser ditas, coisas que vão ser ditas do jeito certo.
Fones nos ouvidos, mochila nas costas e um relógio de sol que vai marcando o tempo (implacável, como ela nem sonha) lentamente, e um céu tão imenso, uma roda da fortuna que não para de girar mais e mais e mais.
Ela quer ir embora porque acha que tem muito mais logo além. Ela acha que vai achar ainda mais tesouros depois do arco-íris. Ela quer fazer mais estragos com o incêndio que tem por dentro.
Mas ela não sabe. Ela não faz ideia.
Eu queria poder dizer. Queria poder avisar. Queria poder dizer para não se mover. Não dar mais um passo. Não vai embora. Não queira deixar para trás o que você já tem. Você só vai achar uma letargia de gosto amargo que desce rasgando o seu esôfago. Você só vai se perder.
E aí? E se nunca mais der pra achar?
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