quinta-feira, 6 de junho de 2013

Solidão. O silêncio das estrelas, a ilusão.

Quando a mente pára, fica estática e só dá pra escutar o estalido insistente do sangue correndo. Biologia implacável. Maldito arranjo de átomos que me fez saber que eu sou. Quando foi que eles cansaram de fazer tanta bagunça na minha cabeça? O silêncio de chegar a um buraco negro da própria existência. É o mais alto dos ruídos. É insuportável.

(Não quero saber se está uma merda nunca disse que era uma boa escritora)

Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos.

Eu achei. Eu achei. Eu sempre achei.

Como um deus e amanheço mortal.

O que estilhaçou na alma, dói no estômago. Tão vil essa certeza mundana. Uma poesia que não interessa. Não arranha. Não incomoda o universo que segue no tempo-espaço.

E assim, repetindo os mesmo erros, dói em mim.

Achei que tinha chegado a algum lugar.

Ver que toda essa procura não tem fim.

Achei que tinha chegado aonde queria.

E o que é eu procuro afinal?

Mas não existe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário