Solidão. O silêncio das estrelas, a ilusão.
Quando a mente pára, fica estática e só dá pra escutar o estalido insistente do sangue correndo. Biologia implacável. Maldito arranjo de átomos que me fez saber que eu sou. Quando foi que eles cansaram de fazer tanta bagunça na minha cabeça? O silêncio de chegar a um buraco negro da própria existência. É o mais alto dos ruídos. É insuportável.
(Não quero saber se está uma merda nunca disse que era uma boa escritora)
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos.
Eu achei. Eu achei. Eu sempre achei.
Como um deus e amanheço mortal.
O que estilhaçou na alma, dói no estômago. Tão vil essa certeza mundana. Uma poesia que não interessa. Não arranha. Não incomoda o universo que segue no tempo-espaço.
E assim, repetindo os mesmo erros, dói em mim.
Achei que tinha chegado a algum lugar.
Ver que toda essa procura não tem fim.
Achei que tinha chegado aonde queria.
E o que é eu procuro afinal?
Mas não existe.
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