sábado, 3 de março de 2012

A gente precisa de tão pouco pra ser feliz - e eu sabia, mas me esqueci disso. Pra quê esse mundo de aparências, areia movediça, todos tremendo de insegurança e sentimentos que são de plástico, medo de ser de verdade, carne e osso.
E o quanto eu errei, ao achar que era livre, quando não podia nem mesmo me permitir sentir, ou fazer, ou dizer o que queria dizer.
Será que eu preciso de tudo isso mesmo, dessa vida de glamour decadente, essa vida -perfeita- ou eu estou apenas cumprindo um papel que eu inventei há muitos anos atrás e que talvez, talvez...

Mas de que adianta pensar nisso agora.

Any-fucking-time you want

Vem fugir comigo, porque afinal nós não temos amarras. Vamos encher esse tanque de gasolina e o porta-luva de camels e chiclete de canela e vamos pegar a interestadual 94 e ir embora, sumir do mundo, como você sempre fez e como eu sempre me matei de desejo de fazer; que o mundo é como você disse (e meus olhos encheram d'água quando eu ouvi) a gente só precisa mesmo é de ar pra respirar. A idéia de te deixar me dilacera e a idéia de viver nesse castelo de faz-de-conta de novo me sufoca, que é como diz aquela música, não existe amor aonde eu vivo e eu juro que se você quiser a gente pega e some hoje mesmo que viver com algemas só faz sentido se for do tipo invisível que me faz querer não soltar da sua mão.