domingo, 19 de agosto de 2012

Do alto da minha torre

Ah, o abismo... O vazio que se desdobra em mil, essa dor que incinera.
Existir é ser um farol. É ter uma luz eternamente condenada a dar voltas em torno do próprio eixo, tentando encontrar um caminho no breu.
Sem possibilidade de se mover ou se transformar.
A existência é uma noite fechada e sem fim.

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