quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Ei, psiu, garotinha! Já é dezembro.
Chuva torrencial, dessas de alagar a cidade inteira, pingos do tamanho de nozes, os sapatos e as barras da calça encharcados. Tempestade de verão e daí eu me lembro porque essa é a minha época preferida do ano, porque eu gosto tanto da possibilidade de me tornar uma nova pessoa, uma nova chance, um ano inteiro novinho. Já é tempestade todo dia, já é hora de perceber que sim, tudo mudou e se há um ano atrás essa mesma chuva foi uma cortina de sonho, agora ela é minha que dói e eu só quero isso, quero minha coleção de dezembros chuvosos. Que é sol de rachar o dia todo, ombros ardendo e uma tromba d'água de paralisar a minha cidade (ela é minha agora - ou quem sabe sempre foi) exatamente como eu sou, como eu sou um dia de verão, de calor escaldante e dilúvio, e é essa a minha época do ano e ela é incrível, sempre é. Ela é incrível com a minha ansiedade infantil por presentes e festinhas, com minhas escapadas pra ensopar o uniforme ouvindo música na chuva, que é pra me acabar de beijar o então amor da minha vida no meio da poça, que é pra estar quietinha de guarda-chuva com bloquinhos de realização completa. É só meu, é tudo tão só meu e agora é assim mais do que nunca e não é solitário, é lindo como os fogos de artifício da virada do ano; esperei onze meses para quando eu posso deitar na grama e afogar na chuva quente. Eu não poderia ter escolhido uma época melhor pra nascer (retiro o que disse antes!); me reinventar justamente quando tudo acaba pra começar de novo. Vem chuva, vem dia sete, vem avião, vem ano novo, venham todos cheios de pressa, que eu estou louca pra inundar o chão inteiro com tudo mais que eu tenho pra viver.
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