terça-feira, 10 de setembro de 2013

Admito, você me reconquistou.

Eu fui me apaixonando devagar... Ressabiada, desconfiada, fui me atraindo pelas suas esquinas, pelos seus habitantes, pelas suas luzes tremeluzentes tão intrépidas. Fui desejando suas vielas, suas avenidas largas, seus faróis e transeuntes apressados, suas faixas de pedestres.
E resolvi ficar.
Você conquistou com esse seu jeito intenso de pulsar vida por todos os lados, nas encostas, nos helicópetos, no barulho incessante do tráfego. Você me deu noites - e dias - para lembrar pra sempre, e pela primeira vez eu fui feliz. Com você, fui bem-vinda, acolhida, querida.
Esse amor bandido. Você também me fez sofrer. Me rejeitou, me fez me sentir inadequada, estressada, irritada. Você me maltratou. Me deu tudo e me tirou tudo. Você me levou do céu ao inferno. Nos mesmos lugares, nas mesmas esquinas.
Mas hoje eu vejo, que não há escapatória. Você aprisionou minha alma, me fez sua.
E agora, quando olho pela janela e vejo um mar de janelas e postes a perder de vista, não tenho dúvidas.
Eu amo você.
Amo como uma adolescente ama o seu primeiro amor, amo porque você me ama de volta.
Eu sei que ama.
Hoje, estou novamente entregue, encantada, cegamente necessitada de cada sopro de vida e cada sensação de bem-estar.
Você, minha gigante querida, é o amor da minha vida.
São Paulo, meu amor, minha dor, meu lugar, meu pedacinho de tudo que se desdobra em mil e ecoa em todos os espaços e cantinhos do meu ser.
Você me reconquistou.

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