Cinco horas da tarde. De-zes-se-te horas. Horário de Brasília. O dia está acabando e eu não fiz nadinha. Dezessete horas que escorreram das minha mãos. Eu sempre tive uma relação de amor e ódio com tempo, mas até aí quem não tem, né? Um dia inteirinho de nada. Nada de crescimento intelectual, prazer mundano, entretenimento aleatório, nada de nada e essa casa está uma bagunça, um horror. E eu nem ligo. Nem ligo pra nada. Eu tatuei uma ampulheta enfiada na minha costela, bem onde eu respiro, pra lembrar que o tempo passa, vai embora e eu tenho que fazer o que eu quero fazer.
É. Hoje eu fiz exatamente o que eu queria fazer. Nada.
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