segunda-feira, 2 de abril de 2012

Inacreditável

Meu Fevereiro foi aquele, aquele mês que é o melhor do ano, mas também é o mais curto. Meu Fevereiro compartilhou da minha descrença, do meu sarcasmo, do meu ridículo. Passou por cima daqueles receios que todos os outros sempre têm em relação à mim e veio assim ser minha companhia sem se intimidar. Meu Fevereiro admirou as coisas certas, tocou na minha alma nos pontos chave, não teve medo de me dizer coisas sobre mim que eu nem queria que alguém soubesse, mas não me machucou. Ele me viu como alguém de verdade, tirou minha capa de plástico com aquele toque gentil. Meu Fevereiro entendeu o que eu não vou tolerar nunca mais, de ninguém, e tomou cuidado quando foi preciso, me deixou ser vulnerável quando eu precisei ser e soube que eu era forte o suficiente quando foi necessário. Meu Fevereiro me fez esquecer minha preocupação com fraqueza e me fez ser humana, carne e osso, sentimentos, sem medo de ser imperfeita. Meu Fevereiro me descobriu, me fez feliz, acho que nunca fui de ninguém como fui dele. Meu Fevereiro me fez mulher (mas eu devia saber que ia ser preciso um homem de verdade para me fazer mulher de verdade). Meu Fevereiro foi o mês do carnaval mais colorido e escapista e incrível. E como não poderia deixar de ser nesses casos, Março chegou e eu estou aqui sem saber o que fazer com esse saquinho de confetes que eu nunca, nunca, quero jogar fora.

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