segunda-feira, 2 de abril de 2012

De celebração

Eu quero essa neblina que turva meus pensamentos, quando você me toca. Eu quero a minha falta de ar quando você me dá um desses nossos beijos desesperados do tipo não-me-solta-agora-não-por-favor, e eu vou derretendo nos seus braços, eu juro. Eu quero as suas mãos no meu corpo inteiro daquele jeito que você faz, como se você estivesse fazendo um mapa na sua cabeça e eu quero aquela faísca que eu vejo nos seus olhos quando você consegue finalmente se livrar dos meus jeans e esses seus braços que puta que pariu, devem ter  sido feitos para eu fincar minhas unhas neles. Quero ver quando você perde o controle, a paciência e me puxa pra perto desajeitado e afoito que eu consigo perceber suas mãos tremendo de vontade de ser meu e eu tremo de vontade de ser sua de volta. Eu quero ver o seu olhar de cumplicidade quando eu digo que –Meu bem, eu vou gritar-, porque deve ser pecado em alguma religião (ou crime em algum lugar) ficar calada diante dessas sensações que você me provoca. Eu quero você por dentro, à minha volta, na minha respiração, na minha saliva, na minha alma, me devorando, me matando, me fazendo sua (como se eu já não fosse). 

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