segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ao melhor amante que uma mulher pode ter

Sexta-feira, Setembro 02, 2011


Ele é elegante mas não é tedioso. Aliás, me faz rir muito, de ficar sem ar. Também é capaz de me fazer chorar, mas isso é bem raro. É a companhia mais fiel, para os momentos em que estou sozinha. Me envolve inteira e não me deixa ir embora. Me conforta de um jeito agressivo, me dá uns tapas na cara quando eu digo que estou sofrendo, mas eu gosto, eu quero mais. Quando eu estou eufórica, não ri da minha cara, brinca comigo, pula comigo, dança comigo, fala pelos cotovelos comigo. Tem influência direta na minha libido e me come como ninguém. Me leva para dançar, para encontrar os amigos. Para ser feliz, ou triste e é por isso que mesmo sendo um cafajeste eu não o deixo ir embora. Já fazem anos que não importa quantos outros entrem na minha vida ele é o meu eleito.
Porque eu adoro quando ele me queima a garganta, faz o meu mundo girar, me dá sentido, cor, coragem, vontade. Não posso evitar querer encontrar as respostas para todas as dúvidas no fundo de um copo. Meu preferido me conhece como nenhum outro. Realmente o amante mais capaz de me fazer me sentir incrível esteja ele na forma de vodka, whisky, cachaça, absinto ou o que for. Preciso admitir que estou completamente conquistada.

Mas vamos falar do meu outro.

Inevitável 

Meu Agosto veio e foi embora. Me chamou de Aninha, mas não me colocou no colo, não me fez carinho. Meu Agosto foi como um galanteador de calçada, aquele que me deixa ruborizada com umas cantadas bem baixas mas não quer saber dos meus problemas. Meu Agosto riu da minha falta de tempo, da minha pressa, do meu estresse. Deitou na minha cama, ligou minha tevê pra ver o futebol de domingo e me deixou fazer mil telefonemas, mandar mil emails. Meu Agosto me levou pra em exibir para os outros, me mandou colocar uma saia curta, passar batom vermelho, para os amigos verem que ele está pegando bem. Me levou para lugares caros, me colocou como um troféu e me choveram todos os tipos de comentário. Meu Agosto me chamou de Aninha porque pra ele eu sou 'inha' mesmo, não porque ele é gentil. Meu Agosto não parou pra me escutar quando eu quis contar que às vezes sinto que estou carregando um mundo nas costas. Disse que função de mulher é estar no fogão e abrir as pernas quando ele quiser mesmo e que se eu estava me fudendo a culpa era minha. Riu da minha cara quando disse que precisava de amigos, companhia, que me sentia sozinha e tinha angústias. Tirou umas notas da carteira e me mandou fazer umas compras pra esquecer. Me encheu de álcool pra se aproveitar de mim. Meu Agosto fez com que eu me sentisse uma esposinha assustada. E como não poderia deixar de ser nesses casos, um dia disse que ia comprar cigarros e sumiu.

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