Me dizem que eu sou impetuosa, implacável. Ouço isso bastante. Também costumo ouvir que sou arrogante e insensível. Não concordo. Eu sou prática, apesar de pouco racional. Não é difícil entender, decifrar. Afinal, também costumam me dizer que tenho as emoções à flor da pele.
O que eu quero também é simples: quero boas histórias pra contar. Meu ciúme é uma agulhinha de tirar ferpa; dá um pouquinho de vontade de chorar, um pouquinho de vontade de vomitar, mas logo passa. Meu desejo é monstruoso, é gilhotina, é quimera. Engole o que vier. O que eu quero é um canino do meu desejo, um canino por vez. O que eu quero: boas histórias pra contar e dentes da minha fera esfarelados.
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