Segunda-feira, Maio 02, 2011
Ela é linda. Ela é linda do tipo linda mesmo, unanimidade, e você provavelmente pára por aí quando a conhece, porque quando se é tão linda, não há mais nada na vida a ser feito a não ser continuar a ser linda. Mas daí por algum motivo você tem a chance de conhecê-la melhor, e você vai se intimidar com esse furacão que ela é, essa devoradora de homens, tanto femme-fatalismo que chega ser clichê. Como ela pode ser tão mulher sem nem ter chegado aos vinte anos, como uma menina pode ser assim tão dona de si? E se você não sair correndo e conhecê-la ainda mais, vai ver que ela é um sargento de mãos de ferro, que controlaria mil pessoas ao mesmo tempo se fosse necessário, é uma máquina de eficiência e prontidão, cheia de interesses peculiares. E você provavelmente vai começar a se chatear, porque te parece meio injusto que alguém possa ser tudo isso ao mesmo tempo, quando estar ao lado dela te faz parecer qualquer coisa, parecer invisível. Mas se você ainda assim não correr, talvez você tenha a chance de saber que ela tem um porquinho da índia com nome de doce, que dança vestida com um pijama rosa de vaquinha, que faz brigadeiro pra você quando você pede, que te ouve com a maior paciência quando você liga de madrugada porque teve um pesadelo, que ela é na verdade alguém muito mansinho, mas que vira leoa pra proteger quem ama, e que é um raiozinho de sol que faz iluminar o dia mais nublado, mais chuvoso. E aí você descobre que ela é femme fatale, sargento e amiga de verdade e você percebe que tem muita sorte por ter olhado uma segunda vez para aquela menina tão linda. Na verdade, a melhor descrição pra ela, é realmente, uma estrela. Ela é uma estrela, com todas as implicações metafóricas da palavra. Minha estrela.
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