É tão clichê, é tão previsível, que chega a ser ridículo. Fulaninha ama sicraninho que ama mariazinha, credo, achei que eu era mais criativa do que isso. No fundo, eu me divirto. Dou gargalhada de mim mesma quando estou sozinha, porque eu pareço uma personagem de enlatado americano, mas eu quero me divertir, porque é pra isso que a vida é feita. Me divertir com as relações bizarras nas quais eu me meto, nas quais as pessoas à minha volta se metem, com os meus dramalhões baratos de sofrer enchendo a cara e bancando a insensível, porque, já parou pra pensar? É realmente de doer a falta de criatividade. Mas eu gosto. Eu gosto do meu ridículo, eu gosto da minha juventude, das besteiras, dos dramalhões, dos clichês, porque tudo isso passa, eu sinto que está passando e tem coisa melhor do que rir até chorar da sua cara, e perceber o qual fake você é, e aí você ri bem alto tipo HAHAHAHAHAHA, deve ter sido isso tudo que eu sempre quis, que eu sempre sonhei em ter, uma vida cheia de referências a mil coisas mil pedaços mil personagens e eu ser boba da corte, é tudo tão divino e tão escroto, tão sublime e tão banal, e tudo tão bobo e tão superficial e ao mesmo tempo dói, dói na boca do estômago e me dá vontade de dobrar ao meio e vomitar, é como aquele vidrinho de purpurina quando eu tinha uns quatro anos que eu virava na cola branca e fazia a maior meleca e tinha pózinho brilhante na mesa inteira, inteira.Quando eu penso em tudo que aconteceu, cara, coração partido, partido, imagina só, meu coração partido ao meio, como pode. Ele é um músculo cheio de veias e bate tão forte que me ensurdece às vezes, partido uma pica, ta inteiro. Nem dá pra sentir mais porra nenhuma, mas verdades são relativas, tudo vem e vai, tudo muda, minhas necessidades mudaram, minhas experiências mudaram e já não cabem mais alguns remendos. Daqui, de onde eu vejo as coisas, tudo é efêmero. E eu estou me chacoalhando inteira, com tantas sensações novas, conclusões novas, idéias novas e é um mundo inteiramente novo pra eu viver todos os meus clichês idiotas e de repente faz tanto sentido me ver de fora e me achar tão ridícula, de repente faz sentido estar sozinha, de repente dá uma vontade fodida de descobrir mais dramalhões mais choro mais dor mais risada, mais tudo, tudo, tudo, tudo porque eu não sei se é assim que a gente aproveita a vida de verdade. Mas é o que eu estou fazendo. É que o eu conheço (mas quem sabe daqui a pouco eu descubro um outro jeito de fazer isso).
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Menina Moderna
Sexta-feira, Setembro 30, 2011
É tão clichê, é tão previsível, que chega a ser ridículo. Fulaninha ama sicraninho que ama mariazinha, credo, achei que eu era mais criativa do que isso. No fundo, eu me divirto. Dou gargalhada de mim mesma quando estou sozinha, porque eu pareço uma personagem de enlatado americano, mas eu quero me divertir, porque é pra isso que a vida é feita. Me divertir com as relações bizarras nas quais eu me meto, nas quais as pessoas à minha volta se metem, com os meus dramalhões baratos de sofrer enchendo a cara e bancando a insensível, porque, já parou pra pensar? É realmente de doer a falta de criatividade. Mas eu gosto. Eu gosto do meu ridículo, eu gosto da minha juventude, das besteiras, dos dramalhões, dos clichês, porque tudo isso passa, eu sinto que está passando e tem coisa melhor do que rir até chorar da sua cara, e perceber o qual fake você é, e aí você ri bem alto tipo HAHAHAHAHAHA, deve ter sido isso tudo que eu sempre quis, que eu sempre sonhei em ter, uma vida cheia de referências a mil coisas mil pedaços mil personagens e eu ser boba da corte, é tudo tão divino e tão escroto, tão sublime e tão banal, e tudo tão bobo e tão superficial e ao mesmo tempo dói, dói na boca do estômago e me dá vontade de dobrar ao meio e vomitar, é como aquele vidrinho de purpurina quando eu tinha uns quatro anos que eu virava na cola branca e fazia a maior meleca e tinha pózinho brilhante na mesa inteira, inteira.Quando eu penso em tudo que aconteceu, cara, coração partido, partido, imagina só, meu coração partido ao meio, como pode. Ele é um músculo cheio de veias e bate tão forte que me ensurdece às vezes, partido uma pica, ta inteiro. Nem dá pra sentir mais porra nenhuma, mas verdades são relativas, tudo vem e vai, tudo muda, minhas necessidades mudaram, minhas experiências mudaram e já não cabem mais alguns remendos. Daqui, de onde eu vejo as coisas, tudo é efêmero. E eu estou me chacoalhando inteira, com tantas sensações novas, conclusões novas, idéias novas e é um mundo inteiramente novo pra eu viver todos os meus clichês idiotas e de repente faz tanto sentido me ver de fora e me achar tão ridícula, de repente faz sentido estar sozinha, de repente dá uma vontade fodida de descobrir mais dramalhões mais choro mais dor mais risada, mais tudo, tudo, tudo, tudo porque eu não sei se é assim que a gente aproveita a vida de verdade. Mas é o que eu estou fazendo. É que o eu conheço (mas quem sabe daqui a pouco eu descubro um outro jeito de fazer isso).
É tão clichê, é tão previsível, que chega a ser ridículo. Fulaninha ama sicraninho que ama mariazinha, credo, achei que eu era mais criativa do que isso. No fundo, eu me divirto. Dou gargalhada de mim mesma quando estou sozinha, porque eu pareço uma personagem de enlatado americano, mas eu quero me divertir, porque é pra isso que a vida é feita. Me divertir com as relações bizarras nas quais eu me meto, nas quais as pessoas à minha volta se metem, com os meus dramalhões baratos de sofrer enchendo a cara e bancando a insensível, porque, já parou pra pensar? É realmente de doer a falta de criatividade. Mas eu gosto. Eu gosto do meu ridículo, eu gosto da minha juventude, das besteiras, dos dramalhões, dos clichês, porque tudo isso passa, eu sinto que está passando e tem coisa melhor do que rir até chorar da sua cara, e perceber o qual fake você é, e aí você ri bem alto tipo HAHAHAHAHAHA, deve ter sido isso tudo que eu sempre quis, que eu sempre sonhei em ter, uma vida cheia de referências a mil coisas mil pedaços mil personagens e eu ser boba da corte, é tudo tão divino e tão escroto, tão sublime e tão banal, e tudo tão bobo e tão superficial e ao mesmo tempo dói, dói na boca do estômago e me dá vontade de dobrar ao meio e vomitar, é como aquele vidrinho de purpurina quando eu tinha uns quatro anos que eu virava na cola branca e fazia a maior meleca e tinha pózinho brilhante na mesa inteira, inteira.Quando eu penso em tudo que aconteceu, cara, coração partido, partido, imagina só, meu coração partido ao meio, como pode. Ele é um músculo cheio de veias e bate tão forte que me ensurdece às vezes, partido uma pica, ta inteiro. Nem dá pra sentir mais porra nenhuma, mas verdades são relativas, tudo vem e vai, tudo muda, minhas necessidades mudaram, minhas experiências mudaram e já não cabem mais alguns remendos. Daqui, de onde eu vejo as coisas, tudo é efêmero. E eu estou me chacoalhando inteira, com tantas sensações novas, conclusões novas, idéias novas e é um mundo inteiramente novo pra eu viver todos os meus clichês idiotas e de repente faz tanto sentido me ver de fora e me achar tão ridícula, de repente faz sentido estar sozinha, de repente dá uma vontade fodida de descobrir mais dramalhões mais choro mais dor mais risada, mais tudo, tudo, tudo, tudo porque eu não sei se é assim que a gente aproveita a vida de verdade. Mas é o que eu estou fazendo. É que o eu conheço (mas quem sabe daqui a pouco eu descubro um outro jeito de fazer isso).
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