Quarta-feira, Agosto 04, 2010
Um vale inteiro de delícias para se percorrer. Meu vale da morte. Vou morrendo de sede enquanto o desbravo. Dunas brancas; dunas de açúcar. Esperando que alguém as explore. Vou subindo e descendo em cada uma delas, me embrenhando numa névoa escura de êxtase. Elas suspiram e eu tenho mais sede. Vou morrendo de sede em cada pico e em cada vale, procurando o oásis que vai me manter viva. E quando já estou inebriada de tanto doce, no meio do açúcar branco, encontro uma taça. E ela está cheia de um néctar que parece mel. Tonta de sede, vou beber e saborear cada gota e não estarei saciada quando a taça estiver vazia. Só então descobrirei que o mel era veneno e vou morrer de paixão, ali mesmo. No vale das delícias, no vale da morte.
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