segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sábado, Julho 16, 2011

Minha cidade está um caos. É trator pra lá, obra pra cá, uma cacofonia de marteladas e britadeiras. Me dá vontade às vezes de ajudar quem trabalha nisso e subir num trator e demolir alguma coisa. Ou nem chega a tanto, era só pegar uma pedra bem grande e destruir aqueles banquinhos de ladrilho vermelho.
Mas não vou fazer isso. Porque aquelas, aquelas coisas todas estão vivas dentro de mim. E toda essa mágoa que você me fez sentir, eu raramente me lembro dela. Eu achei, achei tanto que você tinha causado um dano irreversível. Achei que você tinha impregnado cada centímetro das lembranças que eu te confiei com dor e vergonha. Mas qual a minha surpresa; eu nem lembro que isso aconteceu. O que eu vivo aqui, o que eu sinto, o que eu lembro, é só meu.
A verdade é que você é muito mais descartável e esquecível do que gosta de acreditar.

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