Sábado, Junho 18, 2011
Você abriu um rombo em mim que eu não estou conseguindo tapar. Eu não me reconheço mais nas minhas ações, nas minhas palavras. Eu ando com gostos que não são meus dentro da boca. Eu estou tentando me preencher com as peças erradas. Estou errante. Não estou dizendo que não sei quem sou, de todo. Eu até conheço bem a parte de mim que anda me causando esse estrago. Mas você queimou algum fusível, tocou alguma coisa, apertou qualquer botão. Lá no fundo. Num cantinho que dói bastante. É isso sabe. Somehow you got me where it really hurts. Eu faço escolhas sem fazê-las realmente. Eu abdiquei do controle. Você me abriu um buraco, me deixou um vazio e eu não sei o que fazer com ele. Esse seu diagrama se embaralhou inteiro e eu não sei mais o que fazer com ele. Minhas gavetas estão desorganizadas. Foi muito mais fundo; nas coisas que eu posso mudar. Nas coisas que eu poderia mudar. Verdades imutáveis me acalmam; quebra-cabeças com muitas peças perdidas não. Eu nem sei como explicar. Parei com as mentiras que eu sempre contei pra mim mesma. Parei com os clichês que eu sempre contei pra mim mesma. E aí sim é que eu já não entendo mais nada. É isso mesmo? É pra me mostrar que eu sou humana, que eu também fraquejo? Eu aprendi, aprendi de verdade a lição. Mas o que eu faço com isso agora? Aonde eu me escondo? Aonde eu me conserto?
***
O tempo está passando e eu não consigo parar de remoer todas as mentiras, todas as sutilezas e todo esse passado que insiste em não ficar no passado.
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